Ministério da Justiça “não confirma” pedido de demissão de Moro


Foto: Adriano Machado/Reuters

Apesar de interlocutores do Ministério da Justiça relatarem ao UOL que o chefe da pasta, Sergio Moro, pediu para deixar o governo Bolsonaro (sem partido), oficialmente, às 15h10 de hoje, a assessoria do ministério afirmava que o pedido de demissão “não está confirmado”.

A requisição de Moro para deixar o cargo, relatada também pela Folha após Bolsonaro anunciar que trocaria o comando da PF (Polícia Federal), também foi negada à reportagem do UOL pelo deputado federal capitão Augusto (PL-SP), integrante da chamada “bancada da bala” e próximo do ex-juiz. Do UOL

Moro pede demissão após interferência de Bolsonaro na PF; presidente tenta reverter


Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, pediu demissão do governo de Jair Bolsonaro após o presidente anunciar a iniciativa de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Após a iniciativa do ex-juiz de deixar o ministério, Bolsonaro tenta reverter a decisão. O motivo é o cargo de Valeixo, que é considerado homem de confiança do ex-juiz da Lava Jato. Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.

De acordo com a coluna Radar, da Revista Veja, o diretor-geral da PF ainda não foi avisado oficialmente sobre a sua saída. Ele foi comunicado de que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que ele será trocado e que aguardasse novas informações sobre como proceder. A nova ofensiva pela saída do Valeixo do posto máximo da PF coincide com o momento em que há uma aproximação do presidente com alguns políticos do centrão, alvos de investigações dentro da Polícia Federal.

A Folha informa que o presidente Jair Bolsonaro tenta reverter o quadro. Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) foram escalados para convencer o ministro a recuar da decisão. Se Valeixo sair, Moro sairá junto, segundo aliados do ministro.

Coronavírus: Situação de Manaus faz prefeito chorar e cobrar Bolsonaro


Foto: AFP/Michael Dantas

O percentual de pacientes que morrem por Covid-19 sem conseguir internação em Manaus cresceu de 17% para 36,5% em apenas um dia. A informação é do prefeito da capital amazonense, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM). “Está se caracterizando um certo colapso das possibilidades de atender”, admitiu nas redes sociais, atualizando que o número de sepultamentos mais que triplicou em meio à pandemia.

“Nosso estado não é mais de emergência, é de calamidade mesmo. É o caso mais preocupante desse país no que se relaciona ao novo coronavírus”, acrescentou. A situação na cidade é considerada a mais grave do país, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.

De acordo com Virgílio Neto, em períodos sazonais de gripe, o principal cemitério da cidade tem demanda diária entre 20 e 35 enterros. “Um dia bateu em 66, depois 88, ontem, 121. Hoje foram 106”, afirmou. Com o aumento, o sistema funerário está sobrecarregado e, para lidar com a situação, foi criado um comitê de crise para óbitos.

Apelo a Mourão e choro 

Na segunda-feira (20/4), o prefeito apelou para o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, com quem se reuniu. “Disse tudo o que eu tinha a dizer de desabafo, de críticas, análises de personagens do governo, sobre esse abandono do Amazonas e que tem se agravado a cada minuto”, disse ao sair da reunião. “Vim para essa reunião dizer minhas verdades e não podemos mais esperar planejamentos para daqui a 15 dias e ficarmos vendo as pessoas morrerem”, completou.

Após o desabafo de Virgílio, Bolsonaro foi perguntado por jornalistas qual seria um número aceitável de mortos pela doença no Brasil. Bolsonaro disse que não responderia porque não é “coveiro”. A Folha de S. Paulo, então, perguntou o prefeito de Manaus sobre a declaração do presidente. Ao responder ao jornal, Virgílio chorou.

“Queria dizer para ele que tenho muitos coveiros adoecidos. Alguns em estado grave. Tenho muito respeito pelos coveiros. Não sei se ele serviria para ser coveiro. Talvez não servisse. Tomara que ele assuma as funções de verdadeiro presidente da República. Uma delas é respeitar os coveiros”, disse, chorando, segundo o jornal.

Entre os pedidos de urgência feitos pelo prefeito, estavam a disponibilização de 15 aparelhos de tomografia e fornecimento de medicamentos como hidroxicloroquina, tamiflu, azitromicina e outros. Na lista também constavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), sendo máscaras N95, máscara cirúrgica e tyvec (EPI para os profissionais do SAMU). Também foram solicitados testes rápidos para Covid-19, equipamentos e material para o hospital de campanha, sendo respiradores, conexões e válvulas. Do Correio Braziliense

Ministro do STF abre inquérito para investigar manifestações contra a democracia


Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acatou o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e determinou a abertura de inquérito para investigar as manifestações contra instituições democráticas realizadas no domingo (19), com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

O pedido de Aras objetiva apurar a atuação de deputados federais entre os organizadores e defensores dos atos. O presidente Jair Bolsonaro não é alvo do pedido. Na decisão, Moraes classificou como “gravíssimos” os fatos apresentados pela PGR, uma vez que atentam contra o Estado Democrático de Direito brasileiro e suas Instituições republicanas.

De acordo com o ministro, a Constituição não permite o financiamento e a propagação de ideias contrárias a ordem constitucional e ao Estado Democrático nem tampouco a realização de manifestações visando o rompimento do Estado de Direito, com a extinção das cláusulas pétreas constitucionais – voto direto, secreto, universal e periódico; separação de poderes e direitos e garantias fundamentais.

Segundo informações do Ministério Público Federal, o inquérito visa a apurar possível violação da Lei de Segurança Nacional (7.170/1983). “O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

TSE diz que tem condições de manter eleições de outubro


Foto: Reprodução

O grupo de trabalho criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avaliar o impacto da pandemia do novo coronavírus concluiu nesta segunda-feira (20) que as eleições de outubro devem ser mantidas. O grupo foi criado para responder aos questionamentos sobre a capacidade da Justiça Eleitoral de manter o calendário eleitoral e os procedimentos preparatórios diante das medidas de isolamento.

Pela conclusão do grupo, “a Justiça Eleitoral, até o momento, tem condições materiais para a implementação das eleições no corrente ano”. A conclusão foi tomada com base em informações enviadas pelos tribunais regionais eleitorais e setores internos do TSE. Outros encontros semanais serão realizados para reavaliação da situação.

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Se necessário, o segundo turno será no dia 25 do mesmo mês. Cerca de 146 milhões de eleitores estarão aptos a votar para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país. Da Agência Brasil

Uso de máscara será obrigatório para todos na Bahia, anuncia Rui Costa


Foto: Camila Souza/GOVBA

O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou que um decreto será publicado para obrigar a todas pessoas que determina o uso de máscara por todos as pessoas que saírem ás ruas.

De acordo com o Bnews, a decisão  foi tomada após reunião com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que, segundo Rui, se comprometeu a publicar o decreto, de forma conjunta, também para Salvador.

“Acertamos, conjuntamente, a edição de decreto, aonde vamos em breve publicar, valendo pro estado e Salvador, que 100% das pessoas que forem às ruas, ou seja, todas as pessoas que saírem de casa, utilizem máscara”, disse.

Neto já havia anunciado na última sexta-feira (17) que toda a população será obrigada a usar máscaras nas ruas da capital. O decreto foi publicado em edição extraoficial. Do Metro1

Novo ministro da Saúde diverge de Bolsonaro sobre fim da quarentena


Foto: Agência Brasil

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, mostrou discordar da forma como o presidente Jair Bolsonaro pensa sobre o isolamento social imposto em todo o Brasil para combater o coronavírus.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (20), Teich afirmou que o relaxamento das medidas de distanciamento social deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada” e “no devido tempo”.

“A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, disse o ministro. As informações são do jornal Extra.

Mais cedo, pela manhã, Bolsonaro havia sido direto ao falar que esperava que esta semana fosse a última de quarentena no Brasil.

“Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não aguenta ficar em casa, porque a geladeira está vazia”, falou. Do BN

PGR pede inquérito para investigar ato antidemocrático com presença de Bolsonaro


Foto: José Cruz/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar a suposta participação de deputados federais na organização de “atos delituosos” que pediram fechamento do Congresso Nacional e do próprio STF. A informação foi divulgada pela colunista do jornal O Globo Bela Megale.

De acordo com o chefe do Ministério Público Federal (MPF), o foco principal do inquérito é a manifestação onde Jair Bolsonaro (Sem partido) discursou ontem (19), em Brasília. O ato contou com dezenas de participantes, que pediram por uma intervenção militar e a reedição de um AI-5, principal ato da ditadura. Caso existam indícios de envolvimento de Bolsonaro no caso, o fato também será apurado pela PGR, segundo integrantes do órgão.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

Ainda de acordo com a publicação, o inquérito correrá em sigilo. A PGR quer investigar se houve violação da Lei de Segurança Nacional. Do Metro1

Após reunião com Rui, Neto reforça alinhamento com governo e diz que ‘refinou planejamento para ações futuras’


Foto: Manu Dias/GOVBA

Após reunião por videoconferência com o governador da Bahia, Rui Costa, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse ao Metro1 na tarde de hoje (20) que a conversa foi para avaliação da evolução do coronavírus até o momento na capital baiana.

“Atualizamos informações das ações do governo e prefeitura, e refinamos planejamentos para ações futuras. Foi uma reunião de caráter mais de geral, de atualização e alinhamento”, disse.

Prefeito e governador têm recebido elogios de autoridades da área da saúde pela forma que estão gerindo no combate ao coronavírus. Recentemente, o médico infectologista e ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde na gestão de Henrique Mandetta, Julio Croda disse acreditar que a Bahia é exemplo de condução de políticas para conter a pandemia do novo coronavírus.

Após participar em ato pró-ditadura, Bolsonaro defende STF e Congresso ‘abertos e transparentes’


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) saiu em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional “abertos e transparentes”, um dia após participar de um ato que pedia a volta da ditadura militar e um novo AI-5, decreto que instituiu o período mais autoritário do país. Em conversa com simpatizantes na porta do Palácio da Alvorada hoje (20), com a presença de jornalistas, um dos apoiadores gritou uma frase a favor do fechamento do STF e Bolsonaro rebateu.

“Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, afirmou Bolsonaro.

Ele ainda afirmou que o ato foi em homenagem ao Dia do Exército, mas não citou os movimentos favoráveis à ditadura. Segundo ele, a pauta do ato do domingo era também sobre a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro defende o relaxamento das medidas de isolamento social contra o coronavírus.

“O povo na rua, dia do Exército, volta ao trabalho. É isso”, disse.

Confrontado com o fato de que os manifestantes também pediam a volta do AI-5, afirmou que “pedem desde 1968”.

“Todo e qualquer movimento tem infiltrados, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeitem a liberdade de expressão”, afirmou.