PF identifica Carlos Bolsonaro como articulador em esquema criminoso de fake news


Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como um dos articuladores de um esquema criminoso de distribuição de fake news, segundo investigação sigilosa conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o jornal Folha de S Paulo, nos últimos meses, Bolsonaro cobrou informações da investigação ao então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, que teria resistido ao assédio do presidente. Bolsonaro teria pressionado Valeixo porque tinha conhecimento de que a corporação havia chegado ao seu filho, Carlos Bolsonaro.

O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli, para apuração de notícias falsas usadas para ameaça e calúnia a ministros do tribunal. Carlos Bolsonaro é investigado sob a suspeita de ser um dos líderes de um grupo que monta notícias falsas e age para intimidar e ameaçar autoridades públicas na internet. Eduardo Bolsonaro, irmão de Carlos, também é investigado.

O mesmo grupo de delegados do inquérito das fake news comanda a investigação para apurar protestos pró-golpe militar, aberta na última terça-feira (22). A suspeita do Supremo é de que empresários que financiaram o esquema de notícias falsas também tenham patrocinado as manifestações. Do Metro1

Flávio Bolsonaro financiou prédios ilegais da milícia no Rio, diz Intercept Brasil


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) financiou e lucrou com a construção ilegal de prédios realizada pelas milícias e com uso do dinheiro público. É o que apontam documentos divulgados na manhã de hoje (25) pelo site The Intercept Brasil, além de dados levantados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro acessados pelo portal.

O investimento para erguer as estruturas por três construtoras teria sido feito com dinheiro de “rachadinha”, esquema de desvio de salários de assessores, e teria sido coletado no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Os advogados de Flávio já pediram a suspensão do processo nove vezes, mas sem sucesso. A investigação contra o filho de Jair Bolsonaro seria um dos motivos para o presidente ter pressionado o ex-ministro da Justiça Sergio Moro a trocar o comando da Polícia Federal do Rio, que também apura o caso, e em Brasília.

As investigações, que seguem em sigilo, apontam, com o cruzamento de informações bancárias de 86 pessoas suspeitas, que o esquema ilegal serviu para irrigar o ramo imobiliário da milícia. Os dados mostrariam que o agora senador receberia o lucro do investimentos das edificações por meio de repasses feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz e pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, que estava foragido e foi morto em fevereiro deste ano.

Confira a reportagem completa do The Intercept Brasil clicando aqui.

‘Agora acabou’, dizem assessores militares de Bolsonaro após saída de Moro do governo


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em pronunciamento de Sergio Moro, na manhã de ontem (24), em que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública anunciou que pediu demissão do cargo, ele também acusou o presidente Jair Bolsonaro de querer interferir na Polícia Federal. De acordo com a Folha, as declarações abalaram fortemente auxiliares militares do Palácio do Planalto.

Assessores fardados do chefe do Executivo chegaram a reagir com frases como “agora acabou” e apontar “o fim de muitas ilusões, inclusive as nossas”. Houve ainda relatos de silêncio e até de lágrimas nos corredores do quarto andar, onde estão os gabinetes ministeriais.

Em pronunciamento no fim da tarde de ontem, Bolsonaro se defendeu das acusações de Moro e afirmou que ele teria colocado a demissão de Maurício Valeixo da chefia da PF como moeda de troca para uma vaga do então ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao Jornal Nacional, Moro enviou arquivos que, segundo ele, comprovariam as suas declarações e desmentiriam as do presidente. Do Metro1

Titular da Secretaria do Consumidor avisa que com a saída de Moro, colocará cargo à disposição


Em um texto publicado hoje (24) em sua página pessoal no Facebook o secretário fala sobre  a sua “absoluta e irrestrita solidariedade a Moro”. Ele acrescenta que voltará as atividades que exercia em São Paulo, como advogado e professor, mas destaca que antes disso colaborará com a transição segura a seu sucessor. Do Metro1

Lava-Jato diz que interferência de Bolsonaro em investigações é ‘ato da mais elevada gravidade’


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba reagiu a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de interferir em investigações da Polícia Federal por meio da nomeação de autoridades, denunciada hoje (24) pelo ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro. A informação foi divulgada pelo Jornal O Globo.

Em nota oficial divulgada no início da tarde o grupo afirma que é “inconcebível que o Presidente da República tenha acesso a informações sigilosas ou que interfira em investigações”.

“A tentativa de nomeação de autoridades para interferir em determinadas investigações é ato da mais elevada gravidade e abre espaço para a obstrução do trabalho contra a corrupção e outros crimes praticados por poderosos, colocando em risco todo o sistema anticorrupção brasileiro”, escreveram os procuradores.

Para o grupo, investigações devem ser “protegidas de qualquer tipo de ingerência político-partidária” e a escolha de pessoas para cargos relevantes na estrutura do Ministério da Justiça e da Polícia Federal deve ser,“impessoal”, “guiada por princípios republicanos e jamais pode servir para interferência político-partidária nas investigações e processos”. Do Metro1

Após saída de Moro, militares chamam Bolsonaro de ‘zumbi’ e avaliam apoio


Foto: Marcos Corrêa/PR

Militares ficaram absolutamente estarrecidos com as declarações do agora ex-ministro Sergio Moro, ao deixar o governo Bolsonaro.

De acordo com a Folha, a ala militar que compõe a gestão do presidente está em crise e avalia se vai manter o apoio a ele após ouvir do juiz que comandou a Lava Jato que ele queria interferir na Polícia Federal.

Segundo a Folha, a publicação no Diário Oficial da exoneração do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, sem consulta aos fardados foi vista como uma afronta.

Na avaliação os militares, o presidente isolou-se de vez com os fatos desta sexta.

Oficiais-generais ouvidos pelo Estado avaliaram que o governo de Jair Bolsonaro terá dificuldades de se levantar após a despedida de Sérgio Moro do cargo de ministro da Justiça. Eles se disseram “perplexos” e “chocados” com as declarações do ex-juiz da Lava Jato acusando o presidente de interferência na Polícia Federal e fraude.

Um dos militares disse que Bolsonaro virou, no mínimo, um “zumbi” no Palácio do Planalto e Moro saiu ainda maior na sua condição de “ícone” da nova política. “Tudo tem limite”, afirmou um dos generais à reportagem. Outro disse que o presidente cometeu “suicídio” e não recupera mais seu capital político. Do Metro1

Moro diz que Bolsonaro queria acesso a relatórios de inteligência da PF


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sergio Moro, declarou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria ter acesso a um conjunto de informações sobre relatórios de inteligência da Polícia Federal. A medida seria possível após a troca da diretoria-geral do órgão, capitaneado por Maurício Valeixo, que foi demitido na manhã de hoje (24). A informação foi anuciada pelo ministro em pronunciamento. “O problema, nas conversas com o presidente, não era só a troca. Haveria a intenção de trocar superintendentes. Novamente o do Rio de Janeiro. Outros em seguida, como de Pernambuco.

Mas sem apresentar uma razão ou uma causa para esses tipos de substituições que fossem aceitáveis. Dialoguei por muito tempo e busquei postergar que poderia concordar no futuro”, declarou Moro, que reclamava da falta de um motivo para trocar esse nome. “Eu preciso de uma causa relacionada a erro ou insuficiência de desempenho. Mas o que eu vi era um trabalho bem feito em operações relevantes. Poderiam ter mais operações, mas elas maturam durante um tempo”, acrescentou.

“O problema não era colocar, mas por que colocar? O presidente me disse mais uma vez expressamente que ele queria ter alguém do contato pessoal, que pudesse colher informações, relatório de inteligência e não é o papel da Polícia Federal dar esse tipo de informações”, acusou o agora ex-ministro. Do Metro1

Sérgio Moro deixa o Ministério da Justiça


Foto: Lula Marques/AGPT

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deixou o cargo e anunciou sua demissão na manhã de hoje (24), em pronunciamento na sede da pasta, em Brasília. A saída do ex-juiz federal ocorre após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). A demissão do dirigente foi publicada como “a pedido” de Valeixo no Diário Oficial, com as assinaturas eletrônicas de Bolsonaro e Moro.

No entanto, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, porém, o ministro não assinou a medida formalmente nem foi avisado oficialmente pelo Planalto de sua publicação. Valeixo era considerado homem de confiança de Moro. Aliados do agora ex-ministro avaliaram que Bolsonaro atropelou de vez Moro ao ter publicado a demissão do diretor-geral durante as discussões que ainda ocorriam nos bastidores sobre a troca na PF e sua permanência no cargo de ministro.

Moro também  decidiu deixar o governo diante da postura de Bolsonaro com a pandemia de coronavírus. O presidente tem contrariado orientações do órgão de saúde e provocado aglomerações em suas saídas constantes. Contrário ao isolamento social, Bolsonaro teve atritos diretos com o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que chegou a se aliar com Moro nos momentos finais em que esteve no governo.

Na saída do cargo, o ministro destacou que só houve uma única condição que impôs para assumir o cargo de ministro a convite de Bolsonaro. “A única condição que coloquei, pode ser confirmado pelo próprio presidente como o general Heleno, e pedia apenas que se algo me acontecesse, pedi que minha família recebesse uma pensão e não ficasse desamparada. Foi a única condição específica para assumir o Ministério da Justiça. O presidente concordou com todos os compromissos. Falou até publicamente em carta branca”, afirmou o ministro.

Moro ainda fez elogios aos governos antecessores, que teve os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, por conta da instituição da autonomia da Polícia Federal. “É certo que o governo da época [Dilma] tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupção. Mas foi fundamental a autonomia da PF, essa autonomia foi mantida”, disse, em mensagem indireta a Bolsonaro.

No discurso, o agora ex-ministro declarou que Bolsonaro não o apoiava integralmente. “Tive apoio do presidente Bolsonaro para alguns projetos, outros nem tanto. A partir do ano passado, passou a ter uma insistência do presidente pela troca do comando da PF. Houve o desejo de trocar o superintendente da PF do RJ. Não havia motivo para essa substituição, mas ele alegou questões pessoais. Nesse cenário, acabamos concordando em promover essa troca com uma substituição técnica de um indicado pela polícia. Não indico superintendentes da PF. O único foi Maurício Valeixo. E assim foi ministério como um todo”, comentou. Do Metro1

STF cobra posicionamento de Maia sobre pedido de impeachment de Bolsonaro


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, pediu posicionamento ontem (23) ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O documento foi apresentado no mês passado pelos advogados José Rossini Campos e Thiago Santos de Pádua. De acordo com o Estadão, o Palácio do Planalto acompanha com preocupação os desdobramentos do tema na Suprema Corte.

Os autores do pedido de impeachment acionaram o STF para que os parlamentares fossem pressionados a analisar imediatamente a abertura de um processo contra Bolsonaro. O argumento dos advogados é que Maia tem sido omisso sobre o caso até agora.

Autores de um pedido de impeachment apresentado na Câmara, os advogados acionaram o Supremo para que os parlamentares analisem imediatamente a abertura de um processo contra o presidente da República. Rossini e Pádua alegam que Maia foi omisso sobre o tema até agora.

Na ação apresentada por Pádua e Rossini, eles cobram também a divulgação do exame de coronavírus feito pelo presidente, anunciado sem provas como negativo, já que ao menos 23 pessoas da comitiva que o acompanhou na viagem aos Estados Unidos, no fim de fevereiro, testaram positivo para a doença. Do Metro1

Bolsonaro exonera diretor-geral da Polícia Federal; Moro pode deixar o governo


Foto: US. Embassy Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) em publicação no Diário Oficial da União de hoje (24). A demissão ocorre em meio à negociação do governo com o ministro da Justiça, Sergio Moro, que pediu demissão da pasta após a interferência do presidente.

Colegas de Moro nos ministérios ainda tentam reverter a demissão. Na madrugada, os principais articuladores da possível permanência dele no Ministério da Justiça foram o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, e o também militar Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Justiça negocia um possível sucessor de sua confiança para o cargo.