Se eleições fossem hoje, Moro disputaria 2° turno com Bolsonaro; presidente lidera cenários


Foto: Reprodução/Agência Brasil

Sergio Moro deixou o cargo de ministro no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e se tornou um dos principais rivais do ex-chefe em uma eventual disputa presidencial em 2022.

Um novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostrou que o ex-juiz apareceria em segundo lugar se a disputa eleitoral fosse hoje, em um cenário mais provável, contra Bolsonaro e sem a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro e Moro fariam segundo turno sem Lula (Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas)

A pesquisa ainda mostrou que Bolsonaro lidera as intenções de voto em qualquer cenário sem Lula e contra oponentes como Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Bolsonaro lidera cenário sem Lula e sem Moro (Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas)

Lula foi o único que empatou tecnicamente com Bolsonaro, na margem de erro, nos cenários apresentados aos eleitores da pesquisa. O ex-presidente, que está impedido de concorrer a cargo público pela Lei da Ficha Limpa, teria 23% das intenções de voto contra Bolsonaro (26%).

Bolsonaro e Lula empatam na margem de erro (Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas)

A pesquisa ouviu 2006 eleitores entre 27 a 29 de abril. A margem estimada de erro de aproximadamente é de 2,0% para os resultados gerais. Do BN

TRF-3 suspende ordem que obrigava Bolsonaro a entregar resultado de exames de coronavírus


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) suspendeu a ordem que obrigava a Advocacia Geral da União (AGU) a entregar até hoje (2) os laudos dos exames do presidente Jair Bolsonaro para o novo coronavírus. A desembargadora Monica Nobre atendeu a um recurso da AGU e deu um prazo de cinco dias para que o caso seja analisado e haja definição sobre a entrega ou não dos exames.

Como a magistrada atuou no plantão, o prazo determinado por ela é para que o relator original do recurso, o desembargador Carlos Muta, possa decidir sobre a entrega ou não dos exames.

Na quinta-feira (30), a juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, estabeleceu que a AGU forneça os laudos de todos os exames feitos pelo presidente para a covid-19. A magistrada considerou que o relatório médico de Bolsonaro apresentado pela AGU na semana passada “não atendia de forma integral à determinação judicial”.

Ao TRF-3, a AGU argumentou que não existe obrigação legal de fornecer os referidos exames. “A própria Lei de Acesso à Informação, utilizada como fundamento para pedir os laudos, é expressa em estabelecer que a utilização de informações pessoas deve respeitar a intimidade e a privacidade e depende do consentimento do interessado”, argumentou a defesa do presidente. Do Metro1

 

Procurador que investiga Adélio descarta suposto mandante de atentado contra Bolsonaro


Foto: Reprodução/Facebook

O procurador Marcelo Medina, do Ministério Público Federal (MPF) em Juiz de Fora-MG, afirma que não existe qualquer indício de que alguém tenha encomendado o assassinato do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). Ele é responsável pela investigação do chamado Caso Adélio, que envolve a força-tarefa montada para descobrir os motivos da facada que o presidente recebeu de Adélio Bispo em 2018, quando era candidato à presidência.

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, nem mesmo os advogados de Bolsonaro têm pendências com a Justiça para elucidar o caso. “Tanto não há falta de empenho que não há diligências pendentes indicadas pela banca de advocacia do presidente”, diz Medina à coluna. Ao longo da investigação, diligências foram sugeridas pelos advogados e, então, executadas. Mas hoje não há pistas para chegar nesse mandante procurado por Bolsonaro.

No Twitter, Bolsonaro questionou o trabalho da investigação e a atuação do então ministro da Justiça, Sérgio Moro. “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, disse Bolsonaro, citando o depoimento que Moro prestará neste sábado à Polícia Federal sobre as acusações que fez contra o presidente ao sair do governo. A insinuação do presidente de que teria faltado empenho da PF também não é corroborada por Medina.

“Tivemos acesso a todas as contas de e-mail, a todas as mensagens do Facebook e das demais redes sociais, a todas as mensagens e ligações, ao histórico de ligações de todos os chips que foram usados por ele nos últimos anos, buscando estabelecer correlação com possíveis interessados no homicídio do presidente”, afirma o procurador à Painel. Do Metro1

Moro tem dossiê com histórico de 15 meses para provar denúncia contra Bolsonaro


Foto: Alan Santos/PR

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no WhatsApp para provar as denúncias de interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal. O documento será entregue na manhã deste sábado (2), no depoimento que o ex-juiz da Operação Lava Jato fará à própria PF. A oitiva foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.

Segundo a coluna de Guilherme Amado, da revista Época, Moro teria gravado em seu celular áudios, conversas, links e imagens trocadas com Bolsonaro e organizou o acervo de forma voluntária para ser entregue durante seu depoimento, que acontece na sede da PF em Curitiba.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, que se irritou com entrevista de Moro à revista Veja, escalou três procuradores para acompanhar a oitiva: João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.

Moro contou à revista que deixou 22 anos de magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública por considerar que teria apoio do governo no combate à corrupção. Apoio que, segundo Moro, ficou na promessa. Do Metro1

Juíza federal dá 48 horas para governo apresentar exames de coronavírus de Bolsonaro


Foto: Agência Brasil

A juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou nesta quinta-feira (30) que a Advocacia-Geral da União (AGU) forneça os laudos de todos os exames feitos pelo presidente Jair Bolsonaro para diagnóstico do coronavírus.

A decisão, segundo a juíza, deve ser cumprida em 48 horas, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia. Na decisão, ela afirmou que o documento enviado nesta quinta-feira pela AGU “não atende, de forma integral, à determinação judicial”.

“Considerando que o documento juntado pela parte ré (relatório médico, datado de 18.03.2020), não atende, de forma integral, à determinação judicial, renove-se a intimação da União (…) para que, em 48 (quarenta e oito) horas, dê efetivo cumprimento quanto ao decidido, fornecendo os laudos de todos os exames aos quais foi submetido o Exmo. Sr. Presidente da República”, ordenou Petri Betto.

Na decisão, a juíza fixa multa de R$ 5 mil “por dia de omissão injustificada”.

Mais cedo, a AGU informou que enviou à Justiça um relatório médico da coordenação de saúde da Presidência, com data de 18 de março, mas sem os exames.

Quando pediu as informações ao governo, a juíza havia determinado a apresentação dos dois exames aos quais o presidente se submeteu e que, segundo o próprio Bolsonaro, deram resultado negativo.

As informações prestadas pela AGU fazem parte de um processo motivado por ação do jornal “O Estado de S. Paulo”, que pediu acesso aos laudos dos exames do presidente para a covid-19. Junto com a resposta que enviou mais cedo à juíza, a AGU ainda solicitou a extinção do processo.

Nesta quinta, em entrevista à rádio Guaíba, Bolsonaro cogitou a possibilidade de ter se contaminado com o coronavírus.

“Eu talvez já tenha pegado esse vírus no passado. Talvez, talvez, e nem senti”, afirmou.

Em nota no fim da manhã, a AGU disse que apresentou “relatório médico emitido em 18 de março de 2020 pela Coordenação de Saúde da Presidência da República, no qual é atestado que o presidente da República é monitorado pela respectiva equipe médica, encontrando-se assintomático, tendo, inclusive, realizado exame para detecção da covid-19, nos dias 12 e 17 de março, com o referido exame dando não reagente (negativo)”.

Após a nova decisão da juíza na tarde desta quinta-feira, a AGU informou que vai avaliar a determinação e estudar as próximas medidas judiciais.

Na última segunda-feira (27), Ana Lúcia Petri Betto deu um prazo de 48 horas para que a União fornecesse “os laudos de todos os exames”. A magistrada considera que o cidadão tem direito de saber o real estado de saúde do presidente.

Ao decidir, a juíza Petri Betto afirmou que, “no atual momento de pandemia que assola não só Brasil, mas o mundo inteiro, os fundamentos da República não podem ser negligenciados, em especial quanto aos deveres de informação e transparência”.

Em referência à Constituição, ela disse na decisão que “todo poder emana do povo” e, por isso, escreveu, “os mandantes do poder têm o direito de serem informados quanto ao real estado de saúde do representante eleito”.

Após Mandetta e Moro, Regina Duarte também pode deixar o governo, diz revista


Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Depois de Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sergio Moro (Justiça), a próxima baixa no governo de Jair Bolsonaro pode ser a atriz Regina Duarte, hoje secretária especial de Cultura. Foi o que aliados dela disseram à coluna “Radar”, da revista “Veja”.

De acordo com a publicação, ela considera que caiu em uma armadilha após ter sido isolada em um limbo administrativo desde que assumiu o cargo. Nem escolher os ocupantes de cargos-chave na pasta ela tem podido.

No fim de semana, Regina deu sinais disso nas redes sociais. “Quando me desapego do que tenho, recebo o que necessito. É tudo que preciso aprender… desapego. Tá em tempo ainda”, disse em uma das mensagens. “Seja o que Deus quiser”, afirmou em outra.

‘Nós não queremos virar a Venezuela’, ressalta Guedes contra aumento do gasto público


Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

À frente do Ministério da Economia, o ministro Paulo Guedes é contra o aumento do gasto público com investimento em obras. Para ele, o governo federal vai seguir com suas reformas e ações, surpreendendo a comunidade internacional, mas tudo deve ser feito “dentro dos programas de recuperação de estabilidade fiscal”.

“Nós não queremos virar a Argentina, não queremos virar a Venezuela. Nós estamos em outro caminho, no caminho da prosperidade. Não no caminho do desespero”, destaca Guedes.

Feita na manhã desta segunda-feira (27), em meio à rotineira coletiva de imprensa que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concede a jornalistas em frente ao Palácio do Alvorada, a declaração se refere ao programa “Pró-Brasil”, anunciado pelo governo federal como forma de reverter os danos provocados pela pandemia do novo coronavírus.

O ministro, no entanto, é crítico à medida que, de acordo com o portal Metrópoles, prevê a aplicação de R$ 300 bilhões em obras nos próximos anos. O projeto é capitaneado pelo Ministério da Casa Civil.

“O que nós não podemos fazer é justamente planos nacionais de desenvolvimento porque a nossa direção é outra. O excesso de gastos do governo corrompeu a democracia brasileira, estagnou a economia brasileira”, frisou, em crítica à política dos governos anteriores do Partido dos Trabalhadores.

Neste quesito, o ministro defendeu que a gestão não pode se endividar com gastos correntes, apenas essenciais, como é o caso da saúde neste momento em que o país deve combater a disseminação do coronavírus.

Até a manhã de hoje, mais de 60 mil pessoas já foram diagnosticadas com a Covid-19 em solo brasileiro. O número de vítimas fatais ultrapassa a marca de quatro mil. Do BN

OAB dará parecer sobre denúncias de Moro contra Bolsonaro


Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, afirmou que ver grandes indícios de crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), com base nas declarações do agora ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. O ex-juiz federal acusou o presidente de interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal e se demitiu do cargo no ministério após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Na avaliação de Santa Cruz, o caso tem que ser investigado pelo Poder Legislativo, mas a OAB também se pronunciará sobre o tema.

“Trata de possível participação do presidente em obstrução de investigações contra pessoas ligadas a ele, inclusive familiares, e na busca de interferência do presidente na nomeação do delegado que faz papel de diretor-geral da PF, também para perseguição de inimigos como alguns documentos já começam a mostrar. Esses fatos precisam ser apurados. Ainda acho que a esfera correta para apuração disso seria uma CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito]. Cabe à liderança do Congresso Nacional esse processo, não ao Judiciário, em minha leitura. Mas nós da OAB faremos, através da Comissão de Estudos Constitucionais”, disse o presidente da OAB, em entrevista a Mário Kertész na Rádio Metrópole hoje (27).

“É a comissão mais forte de nossa entidade. Nós vamos, através da presidência da comissão, elaborar um parecer que sirva de elementos a esse quadro. Que é gravíssimo sim. É de crise institucional e grave o que foi relatado pelo ministro Moro”, acrescentou.

Alvo de Bolsonaro desde que assumiu o órgão, Santa Cruz lamentou as tendências autoritárias do governo. Em julho do ano passado, o presidente atacou o representante da OAB ao falar sobre seu pai, desaparecido político no período da ditadura militar. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que contaria como que o pai dele desapareceu no período militar.

“É muito triste descobrir uma parcela dos nossos irmãos conterrâneos partilhando valores como egoísmo, morte e exploração do homem pelo homem. É uma coisa muito mais profunda, acontecendo no Brasil e no mundo. Mas tratando-se do Brasil, que é mundialmente visto como um caso limite, juntamente com a Hungria, onde esse projeto de atraso esteja mais claro e radicalizado. Nós temos um momento que beira o caos”, declarou Felipe Santa Cruz.

“O presidente da República não tem nenhum tipo de compromisso com a governança, não se preocupa efetivamente com entregar ao povo brasileiro promessas ou resultados. A agenda do presidente em seu grupo mais próximo é, em meio à Covid-19, acúmulo de poder e olhar 2022 e afastar os inimigos, pretensos ou os que são inimigos na cabeça da presidência da República”, acrescentou.

Ainda segundo o presidente da OAB, Bolsonaro não possui um projeto de governo e só pensa em manter o poder, promovendo a troca de ministros que se destacam mais do que ele no governo federal. “O presidente vem reduzindo a dependência de quadros populares no governo dele. Ele vem tirando aqueles que têm popularidade e podem, de alguma forma, prejudicar seu projeto. Vem ocupando esses cargos estratégicos com pessoas como o nome que ele tá indicando à Polícia Federal foi chefe de segurança”, afirmou, citando a provável nomeação de Alexandre Ramagem, amigo dos filhos do presidente, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

“O possível ministro da Justiça, muito afável e educado, conheço de Brasília, mas é um assessor parlamentar, tem seis processos publicados no nome dele. Não é advogado, foi major da PM a maior parte da vida. Ele vem ocupando esses espaços com uma visão de aparelhamento do estado”, afirmou, em referência a Jorge Olivera, homem de confiança da família Bolsonaro e atual secretário-geral da Presidência da República.

Jorge Oliveira deve assumir o Ministério da Justiça no lugar de Moro


Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, no lugar de Sergio Moro, que deixou o cargo na sexta-feira (24).

A informação foi divulgada pelo G1, o site confirmou com fontes do Planalto que Oliveira aceitou o cargo na Justiça, depois de muita resistência. Ele era o nome que a família Bolsonaro queria na pasta. Ontem (25), Oliveira se reuniu com o presidente na residência oficial do Palácio da Alvorada.

O governo também já se decidiu sobre o novo diretor-geral da Polícia Federal, será Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Com essas modificações, Bolsonaro terá pessoas próximas a sua família nos dois postos. O pai de Oliveira trabalhou com o presidente durante 20 anos, quando Bolsonaro era deputado. O ministro já foi assessor parlamentar de Bolsonaro e, depois, chefe de gabinete na Câmara de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Alexandre Ramagem, delegado da PF, trabalhou como segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018.

Celso de Mello deve deferir abertura de inquérito para investigar Bolsonaro nesta segunda-feira


Foto: Divulgação

O ministro Celso de Mello deve deferir amanhã (27) a abertura do inquérito que apura possíveis crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro denunciados pelo ex-ministro Sergio Moro. Em seguida, o relator deverá marcar diligências. A informação é do Jornal O Globo, coluna da Míriam Leitão, segundo uma fonte do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a coluna, tudo dependerá da velocidade de investigação, da dinâmica dos depoimentos e apresentação de provas, o que depende tanto do ministro relator quanto da Procuradoria-Geral da República que pediu a abertura de inquérito.

Caberá à Polícia Federal, centro da discussão entre o ex-ministro da Justiça e o presidente da República, cumprir as diligências.

Ao deixar o cargo, Moro acusou o presidente de tentativa de interferência na PF. O presidente, ao se defender, confirmou que queria um diretor-geral da PF com quem pudesse interagir e dele receber relatórios sobre investigações em andamento.