Zé Cocá prevê crise nos municípios e defende valorização dos agentes comunitários


Foto: Divulgação

Durante live realizada na noite desta segunda-feira (18), com a participação dos prefeitos João Véi, de Lafaiete Coutinho, e Patrick Lopes, de Jitaúna, o deputado estadual Zé Cocá (PP), alertou que, por causa dos impactos econômicos e tributários decorrentes da pandemia do coronavírus, entre os meses de julho a setembro os municípios baianos poderão entrar em crise, com a queda de arrecadação. “Os gestores públicos precisam se preparar para esse momento”, disse o deputado, lamentando que até agora o presidente da República não sancionou o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, destinando ajuda aos estados e municípios.

De acordo com o prefeito Patrick Lopes, “estamos enfrentando duas guerras. Uma contra o vírus, e contra a fome”, e explicou que em Jitaúna as secretarias de Saúde, Educação e Ação Social estão trabalhando em conjunto para atender as necessidades da população, a exemplo do que acontece em Lafaiete Coutinho, onde o prefeito João Véi realizou uma live solidária, arrecadando mais de 10 mil quilos de alimentos.

Foto: Divulgação

Para Zé Cocá, “o poder público é instrumento para melhorar a vida das pessoas”, acrescentando que “precisamos de bons gestores, como os de Jitaúna e Lafaiete Coutinho”. Segundo o deputado, “nesse processo de cuidar da população, os agentes comunitários precisam ser mais valorizados e chamados para mais perto da administração pública, pois o trabalho que realizam é importante e fundamental”. Zé Cocá explicou que os agentes estão no dia-a-dia nas casas das pessoas, e podem mapear suas necessidades em todo município, fornecendo dados valiosos para orientar as ações públicas.

Regina Duarte deixa Secretaria Especial de Cultura


Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A atriz Regina Duarte deixará a Secretaria Especial de Cultura do governo. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro, depois de uma reunião pela manhã com a secretária.

“Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o governo e a cultura brasileira, assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”, anunciou o presidente pelo Twitter.

Na mesma publicação, Regina Duarte aparece em um vídeo ao lado do presidente comemorando a mudança. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de toda pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema, de teatro. Um convite para fazer Cinemateca, que é um braço da cultura que funciona em São Paulo. É um museu de toda filmografia brasileira. [Vou] ficar ali secretariando o governo, dentro da Cultura na Cinemateca. Pode ter presente melhor que esse? Obrigada, presidente!”, ressaltou a atriz, acrescentando que sente falta da vida na capital paulista com seus filhos e netos.

Ainda no vídeo, em tom de brincadeira, Regina pergunta ao presidente se ela estaria sendo ¨fritada¨ por ele, como afirmam vários veículos de imprensa. “Toda semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados. O objetivo é desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Jamais vou fritar você”, respondeu, bem-humorado, Bolsonaro.

O nome do indicado a ocupar a Secretaria Especial de Cultura ainda não foi anunciado. Da Agência Brasil

Rodrigo Maia cria grupo para estudar adiamento das eleições municipais


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em reunião com líderes partidários ontem (18), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, resolveu criar um grupo de trabalho para estudar o adiamento das eleições munucipais de outubro para dezembro.

Segundo a Veja, o grupo é a favor de que as eleições ocorram ainda este ano, a fim de não achatar os próximos mandatos – e muito menos permitir que as eleições sejam unificadas em um longínquo 2022.

“Acredito que é oneroso para a democracia unificar as eleições sem realizar amplo debate com a sociedade”, ponderou Rodrigo Maia na noite de ontem.

A expectativa é que a primeira reunião do grupo seja realizada já na próxima semana e conte com a participação de pelo menos um representante de cada partido. Do Metro1

Flávio Bolsonaro repassou R$ 500 mil do fundo público partidário a advogado investigado no caso Queiroz


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador da República, Flávio Bolsonaro, repassou pelo PSL R$ 500 mil reais do fundo público partidário ao escritório de advocacia de um ex-assessor que hoje tem o nome envolvido no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente da República.

De acordo com a Folha, o PSL foi o partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente e Flávio, senador. Ambos romperam com a legenda e se desfiliaram no final do ano passado.

As notas fiscais da prestação de contas do PSL nacional relativas a 2019 mostram que o escritório do advogado Victor Granado Alves (Granado Advogados Associados, da qual Victor é sócio) foi contratado com dinheiro do fundo partidário —a verba pública que abastece as legendas no país— para prestar serviços jurídicos ao diretório do Rio, comandado por Flávio, a partir de fevereiro do ano passado.

O valor mensal pago foi de R$ 40 mil ao mês. O PSL informou que houve notificação de rescisão do contrato em 15 de janeiro deste ano, mas que uma cláusula determinava que eventual rompimento só se efetivaria 60 dias após essa comunicação.

Victor, assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, foi citado pelo empresário Paulo Marinho, em entrevista a Mônica Bergamo, colunista da Folha, como um dos assessores do senador que teriam recebido de um delegado da Polícia Federal a informação de uma operação envolvendo pessoas do gabinete de Flávio. Do Metro1

Governo sanciona lei que cria programa de apoio às microempresas


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A Lei nº 13.999/2020 entra em vigor hoje (19) e tem como objetivo garantir recursos para os pequenos negócios e manter empregos durante a pandemia do novo coronavírus no país.

Pelo texto, aprovado no fim de abril pelo Congresso, micro e pequenos empresários poderão pedir empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano de 2019. Caso a empresa tenha menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo será de até 50% do seu capital social ou a até 30% da média de seu faturamento mensal apurado desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.

As empresas beneficiadas assumirão o compromisso de preservar o número de funcionários e não poderão ter condenação relacionada a trabalho em condições análogas às de escravo ou a trabalho infantil. Os recursos recebidos do Pronampe servirão ao financiamento da atividade empresarial e poderão ser utilizados para investimentos e para capital de giro isolado e associado, mas não poderão ser destinados para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios. Do Metro1

Flávio Bolsonaro diz que acusação sobre vazamento da PF é ‘invenção’


Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, classificou a acusação do empresário Paulo Marinho, pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo PSDB, de que teria recebido vazamento da Polícia Federal (PF) sobre investigações envolvendo seu ex-assessor Fabrício Queiroz, de “invenção”. O senador completou afirmando que o empresário tem interesse em prejudicá-lo, já que é suplente de Flávio no Senado Federal.

O empresário disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que o senador relatou em uma reunião em dezembro de 2018 que teve conhecimento de forma antecipada sobre a realização da Operação Furna da Onça, que alcançou Queiroz. Segundo Marinho, ao ser procurado por Flávio, ele foi comunicdo de que a informação sobre a operação foi passada por ele ainda antes do escândalo tomar proporção, entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2018 por um delegado da Polícia Federal, simpatizante da candidatura de Bolsonaro.

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro disse hoje (17) que “o desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena” e que o empresário “preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão”, ao trocar a “família Bolsonaro por Doria e Witzel”, e “parece ter sido tomado pela ambição”. Do Metro1

PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador


Segundo ele, Flávio foi avisado da existência da ação entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era apoiador da candidatura de Jair Bolsonaro. Além disso, a PF teria segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a campanha de Bolsonaro. O delegado também teria aconselhado Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de Jair Bolsonaro quando ele era deputado federal, em Brasília. Os dois foram exonerados no dia 15 de outubro de 2018.

Marinho considera que as conversas com Flávio Bolsonaro podem “explicar” o interesse de Bolsonaro em controlar a Superintendência da Polícia Federal no Rio. Por essa razão, Sergio Moro saiu do Ministério da Justiça.

“O delegado falou: ‘Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio [o filho do presidente era deputado estadual na época]. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz [Nathalia], que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro [que ainda era deputado federal] em Brasília’. O delegado então disse, segundo eles: ‘Eu sugiro que vocês tomem providências. Eu sou eleitor, adepto, simpatizante da campanha [de Jair Bolsonaro], e nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição [presidencial]’. (…) Ele [Flávio] comunicou ao pai [Jair Bolsonaro] o episódio e o pai pediu que demitisse o Queiroz naquele mesmo dia e a filha do Queiroz também. E assim foi feito”, relatou Paulo Marinho. Do Metro1

Guedes: é preciso ‘vender logo a p* do Banco do Brasil’


Foto: Isac Nóbrega/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou durante a reunião ministerial de 22 de abril, citada por Sergio Moro, que é preciso “vender logo a porra do BB”.

De acordo com O Globo, também estavam presentes no encontro os presidentes do próprio Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A gravação da reunião, que é apontada por Moro como prova da interferência de Bolsonaro na PF, está em poder do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Celso de Mello deve decidir hoje sobre a divulgação do vídeo.

Segundo interlocutores do ministro da economia, Guedes passou a fazer críticas mais duras ao BB. Do Metro1

Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar um mês no cargo


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O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.

Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.

Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:

  • o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
  • o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica
  • detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.

Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto nesta manhã. Ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois. Do G1

“Vai faltar dinheiro para pagar o servidor publico”, diz Bolsonaro


Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quinta-feira (14/5), que o Brasil está se tornando um país de pobres. Ele creditou isso às medidas de restrição praticadas por governadores em meio à pandemia para enfrentamento da doença. O chefe do Executivo citou que mais de 38 milhões de informais já perderam ‘quase tudo’ e que vai faltar dinheiro para pagar servidores públicos. Ele ainda comparou o Brasil com a África e disse que o país está quebrando.

“Vai faltar dinheiro para pagar servidor público, ainda tem servidor, alguns achando que quer ter a possibilidade de ter aumento esse ano e ano que vem. Não tem cabimento. Não tem dinheiro. O Brasil está quebrando e, depois de quebrar, não é como alguns dizem, a economia recupera. Não recupera. Vamos ser fadados a viver um país de miseráveis”, afirmou.

“Como tem algum país da África subsaariana. Nós temos que ter coragem de enfrentar o vírus, está morrendo gente, está. Lamento, mas vai morrer muito, mais muito mais se a economia continuar sendo destroçada por essas medidas. A gente vê o pessoal mais pobre em SP, continua naquela periferia, lá no Rio também continua todo mundo se movimentando. É só na classe média, alta que está tendo esse problema grave do comércio. Tem que reabrir nós vamos morrer de fome. A fome mata”, prosseguiu.

O presidente ainda se dirigiu aos líderes estaduais pedindo que repensem as atitudes de enfrentamento ao vírus. Ele afirmou ainda que “está pronto para conversar”. “Um apelo que eu faço aos governadores, reveja essa política eu estou pronto para conversar. Vamos preservar vidas, vamos, mas dessa forma, o preço lá na frente serão centenas de mais vidas que vão perder por conta dessa medida absurda de fechar tudo”, concluiu. Do Correio Braziliense