Maia diz que auxílio para trabalhador informal pode ser elevado de R$ 200 para R$ 500


Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados (Foto: Agência Câmara de Notícias)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse hoje (26) que o valor do auxílio mensal a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus pode ser elevado para R$ 500.

“O que a gente tem entendido é que a proposta do governo é muito pequena diante do que a população brasileira precisa”, afirmou Maia a jornalistas durante entrevista na Câmara.

O impacto financeiro do pagamento dos R$ 500 durante três meses será da ordem de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões.

Na semana passada, o governo propôs um plano de auxílio que previa o pagamento de R$ 200 para esses trabalhadores. Ontem (25), Maia sugeriu que o valor poderia ser de R$ 300. Do Metro1

Governador sugere que cidades sem Covid-19 mantenham feiras livres e comércio na ativa


Foto: Fernanda Vivas/GOVBA

O governador Rui Costa sugeriu a prefeitos de cidades baianas sem casos confirmados de novo coronavírus que mantenham o comércio na ativa. O pedido também se estende à manutenção das feiras livres. Para Rui, as medidas de restrição devem ser gradativas, evitando medidas mais restritivas nesse primeiro momento de enfrentamento da pandemia.

“Nos municípios que não tenham casos confirmados não vejo sentido em fechar feiras livres. O que a gente precisa é tomar cuidado. É aumentar os espaços entre feirantes, mudar a feira, ou espalhar a feira por vários espaços na cidade. Porque o agricultor precisa vender . A mesma coisa vale para o comércio”, sugeriu.

Segundo o gestor, a ação não valeria para cidades já com casos ou que tenham municípios vizinhos com confirmação para a Covid-19. Rui deu o exemplo de São Félix e Cachoeira. “Mas a decisão eu respeito. Aí vai depender de cada prefeito e da população”, afirmou. Do BN

Pedido de líderes religiosos influenciou edição de decreto feita por Bolsonaro


Foto: Divulgação

O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu autorizar o decreto que inclui a atividade religiosa como essencial durante o período de quarentena para evitar o contágio contra o coronavírus. De acordo com informações do blog da jornalista Andréia Sadi, a decisão foi influenciada por pedido de líderes religiosos.

Segundo a publicação, assessores de Bolsonaro justificaram “preocupação” dos religiosos com a Semana Santa, que acontece em abril, “com a parte emotiva” das pessoas. Pastores e arcebispos procuraram o governo com esse apelo.

Governistas afirmaram que o decreto é um “amparo” para que prefeitos não proíbam missas e cultos dos religiosos que queiram realizá-las. No entanto, a recomendação de evitar aglomerações continua.

Bolsonaro, que vem minimizando a pandemia do coronavírus, tem uma forte base de apoio no meio religioso.

Rui anuncia espaço para isolar pacientes carentes diagnosticados com coronavírus


Foto: Fernando Vivas/GOVBA

O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou que pacientes carentes diagnosticados com coronavírus podem ser isolados, voluntariamente, em uma faculdade localizada no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A informação foi dada em entrevista à TV Record e divulgada por ele no Twitter.

Ele explica que o espaço foi oferecido pela faculdade para o governo estadual.

“A Faculdade Ruy Barbosa ofereceu o campus do Rio Vermelho para cuidarmos dos infectados do novo #coronavírus. Serão 2.000 leitos para pacientes carentes, que precisam se isolar de seus familiares e não vivem em condições ideais”, escreveu, na rede social.

A medida pretende impedir que pessoas que vivem em casas pequenas e com muita gente fiquem confinadas sem condições de fazer o isolamento físico necessário.

“Em vez de a pessoa ficar em um barraco, que só tem um quarto ou sala apenas, e moram 4, 5 e 6 pessoas ali, se 1 tiver contaminado e continuar todo mundo do mesmo jeito, vai contaminar todo mundo”, declarou o governador na entrevista. Do Metro1

Ronaldo Caiado rompe aliança com Bolsonaro após pronunciamento do presidente


Foto: Arquivo/PR

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), decidiu romper aliança com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), após últimos pronunciamentos do chefe do Executivo sobre a pandemia do novo coronavírus.

Médico de formação, o gestor estadual criticou duramente o presidente por defender ontem (24) a retirada das medidas restritivas adotadas pelos estados e municípios para prevenir e combater a Covid-19.

De acordo com a Veja, Caiado chamou Bolsonaro de “irresponsável” e mostrou repúdio aos termos utilizados pelo presidente, como “gripezinha” e “resfriadinho”. “Tanto na política como na vida, a ignorância não é uma virtude”, disse o governador, em referência a uma fala do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em 2016, ao então candidato à Casa Branca, Donald Trump. Do Metro1

Bolsonaro volta a chamar coronavírus de ‘gripezinha’ e atribui à imprensa ‘histeria’


Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar nesta terça-feira (24) os efeitos mundiais da crise do coronavírus. Em pronunciamento, o chefe de Estado voltou a atacar a imprensa, mandou indiretas à TV Globo e ao médico Varella e retomou o discurso de que a Covid-19 é uma “gripezinha”.

“Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão e espalharam, exatamente, a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio do número do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com clima totalmente diferente do nosso”, disse.

Para Bolsonaro, a “histeria” está sendo capitaneada pela imprensa nacional. “Um cenário perfeito potencializado pela mídia para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país. Contudo, percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou o seu editoria: pede calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É necessário que o equilíbrio e a verdade prevaleçam entre nós”, atacou.

O presidente defendeu que as atividades voltem normalmente ao país, contradizendo as recomendações de isolamento e quarentena dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustendo das famílias devem ser preservados. Devemos, sim, voltar à normalidade”, afirmou.

O presidente da República ainda declarou que “as poucas autoridades municipais e estaduais devem abandonar o conceito de terra arrasada”. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada: a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o isolamento em massa”.

Por fim, em tom jocoso, Bolsonaro voltou a se referir ao vírus como “gripezinha” e ignorou o fato de que outras faixas etárias podem contrair a Covid-19. “O que se passa no mundo tem se mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade”, encerrou. Do BN

Assista ao pronunciamento completo:

Maia admite corte de salário de parlamentares para combater o coronavírus


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (23), em entrevista à CNN Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro pode realocar verbas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para combater o coronavírus.

Maia também admitiu a possibilidade de redução de salário de parlamentares, bem como de outros servidores do Executivo e do Judiciário, com o mesmo objetivo.

O presidente da Câmara se preocupou em alertar que este é o momento de injetar recursos na economia. Para ele, se o governo não entender que é preciso gastar, “fica muito difícil”.

“Todo poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas que não tem nenhum impacto fiscal. Acho que os três Poderes vão ter que contribuir: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os salários no nível federal são o dobro no seu equivalente no setor privado”, disse Maia. Do Metro1

Após pedido de Rui, embaixador chinês promete ‘esforço’ para ajudar Nordeste


Foto: Romulo Serpa/Agência CNJ/Divulgação

Após o Consórcio do Nordeste pedir ajuda à Embaixada da China para combater o coronavírus na região, o embaixador do país no Brasil, Yang Wanming afirmou que o país irá “se esforçar” para atender o pedido.

A resposta foi dada ao governador Rui Costra (PT), que preside o colegiado. “Sr. governador, Já recebemos a sua mensagem. vamos esforçar por isso”, escreveu Wanming.

No ofício, o petista faz questão de enaltecer o trabalho da China, parceira do Brasil e de alguns estados Nordestinos.

Nesta semana, o filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, entrou em rota de colisão com o embaixador ao acusar a China de ser a culpa pela pandemia que já matou mais de 10 mil pessoas no mundo todo. Do Metro1

Projeto garante seguro-desemprego a MEI durante pandemia de coronavírus


Marcelo Freixo (PSOL-RJ) apresentou projeto protegendo MEIs durante a pandemia do coronavírus

Projeto de Lei proposto pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) prevê a concessão, durante a pandemia de coronavírus, de seguro-desemprego aos microemprendedores individuais (MEIs) que comprovarem falta de renda.

O texto também determina o pagamento de um salário mínimo para os desempregados e os trabalhadores informais que não tiverem renda, acelera a liberação do INSS para os doentes com coronavírus e reduz as contas de água, luz e gás durante a crise.

Pelo texto, o MEI que comprovar a falta de renda poderá solicitar o seguro-desemprego enquanto durar o período de pandemia do coronavírus. Já aos desempregados e aos informais que comprovarem ausência de renda, será garantido um salário mínimo.

O trabalhador diagnosticado com coronavírus receberá o salário pela empresa por sete dias. Passado esse prazo, de acordo com o projeto de lei, a remuneração será custeada pelo INSS – limitado ao teto previdenciário – e dispensada a exigência de perícia.

Freixo explica que a medida vai diminuir os custos dos empregadores. A dispensa da perícia, segundo ele, garante o isolamento social e impede a propagação da doença. “Se o trabalhador for obrigado a realizar perícia, terá de se deslocar ao local, contaminando outras pessoas”, justifica.

A proposta ainda proíbe o corte do fornecimento de água, luz e gás dos inadimplentes, e determina a isenção de tarifa aos desempregados e à população com baixa renda. Os demais consumidores deverão pagar a tarifa social.

“Com a recomendação de quarentena, as pessoas tendem a ficar mais em casa e a consumir mais esses serviços, podendo ter um custo extraordinário, em prejuízo ao sustento da família”, afirma o parlamentar.

O projeto ainda não foi despachado às comissões. Se houver acordo, poderá ser incluído na pauta de votações do Sistema Remoto de Deliberações do Plenário.

*Com Agência Câmara

Não há e não haverá aliança com Sérgio da Gameleira, afirma Zé Cocá


Foto: Reprodução/montagem

Em entrevista no programa Conexão 95, Rádio 95 FM, o deputado estadual Zé Cocá (PP), pré-candidato à prefeitura de Jequié, esclareceu que nunca houve, nem haverá, conversas visando alianças com o atual prefeito do município, Sérgio da Gameleira (PSB). “Isso não é do nosso interesse, nem do povo de Jequié”, disse Zé Cocá, reafirmando que “a chance de junção é zero”.

Durante a entrevista, Zé Cocá declarou seu apoio incondicional ao governador Rui Costa e à primeira dama Aline. “Rui Costa é meu líder político, e muito tem feito por Jequié”, disse Cocá, pontuando que “o que desejamos é tirar Jequié do marasmo e reencontrar o caminho do desenvolvimento”.