Moradores do povoado de Angico em Campo Alegre de Lourdes ateiam fogo em galpão que abrigava contaminados pela covid-19


Foto: Blog de Lucas Nunes

Um grupo de moradores do povoado de Angico, na cidade de Campo Alegre de Lourdes, divisa da Bahia com Piauí, ateou fogo em um galpão utilizado para abrigar trabalhadores contaminados pelo coronavírus.

O caso aconteceu na manhã de ontem e segundo a construtora Andrade Gutierrez que montou a estrutura, os moradores chegaram a usar armas para ameaçar os funcionários e foram contidos pela Polícia Militar.

Ninguém foi preso e nenhum trabalhador ficou ferido. Ontem a Andrade Gutierrez decidiu suspender os trabalhos por 15 dias. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso. Do Metro1

Alexandre de Moraes tem informação para operações ainda mais explosivas em inquérito das fake news


As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha. Apesar de ter em mãos as informações, Interlocutores do magistrado afirmaram que ele preferiu esperar o resultado do que foi coletado nesta semana para incluir no material que ele já possui.

Na quarta, a Polícia Federal cumpriu mandados de bsuca e apreensão contra 29 pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro. A PF teria identificado o vereador Carlos Bolsonaro, filho do chefe do Executivo, como um dos articuladores de um esquema criminoso de disseminação de fake news.

João Leão diz que revitalização do Distrito Industrial de Jequié é questão de honra


Vice- governador da Bahia João Leão

“A revitalização do Distrito Industrial de Jequié (DIJ), é para nós uma questão de honra”, afirmou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, que na noite dessa segunda-feira (25), participou da live promovida pelo deputado estadual Zé Cocá (PP), ao lado do vice-prefeito de Jequié, Hassan Iossef, e do presidente da Câmara de Vereadores, Tinho. Leão informou que o projeto do DIJ está pronto, já contando com recursos destinados pelos deputados Leur Lomanto e Cacá Leão e pelos empresários locais. De acordo com o secretário, as obras não foram iniciadas ainda por causa dos transtornos decorrentes da pandemia do coronavírus.

O deputado Zé Cocá agradeceu o empenho de João Leão e lembrou a importância econômica e social do DIJ, que possui cerca de 50 empresas operando e gera aproximadamente sete mil empregos, diretos e indiretos. “Esse importante equipamento tem potencial para se tornar um dos três principais distritos industriais do Estado” disse Zé Cocá, que encaminhou indicação ao governador Rui Costa, reivindicando a revitalização do DIJ.

Ainda no ano passado, com apoio e sugestão de Cocá, os empresários do Distrito Industrial de Jequié fizeram grande mobilização com deputados estaduais e federais e conseguiram mais de R$ 6 milhões em emendas parlamentares, destinadas à revitalização do distrito.

Bolsonaro diz que auxílio emergencial deverá ter quarta parcela


Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28) que o governo deve propor uma quarta parcela do auxílio emergencial, atualmente em R$ 600, mas que o valor ainda está em estudo pelo governo, que poderá reduzi-lo.

“Nós já estudamos uma quarta parcela com o Paulo Guedes. Está definindo o valor, para ter uma transição gradativa e que a gente espera que a economia volte a funcionar”, afirmou o presidente durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais.

O auxílio emergencial prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. De acordo com a Caixa Econômica Federal, cerca de 59 milhões de pessoas já receberam o benefício. Cada parcela do auxílio emergencial custa aos cofres públicas cerca de R$ 48 bilhões.

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a permanência por mais tempo do pagamento do auxílio emergencial, mantendo-se o valor de R$ 600.

Carteira verde e amarela

Bolsonaro disse que, após a pandemia da covid-19, uma das prioridades do governo, na área econômica, será a retomada do projeto da chamada Carteira de Trabalho Verde e Amarela, programa do governo que flexibiliza direitos trabalhistas como forma de facilitar novas contratações. Segundo o presidente, o assunto está sendo tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O Paulo Guedes quer dar uma flexibilizada para facilitar a empregabilidade. A gente vai precisar disso, não adianta falar que tem todos o direitos e não ter emprego pela frente. Só tem uma maneira: desonerar, descomplicar, simplificar a questão trabalhista”, afirmou.

A Medida Provisória 905, que criou o Programa Verde Amarelo, para facilitar a contratação de jovens entre 18 a 29 anos, perdeu a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, em abril.

Privatizações

Sobre privatizações de estatais, o presidente disse que o governo esperar avançar com essa agenda após o fim da pandemia, mas ressaltou as dificuldades para aprovação no Parlamento.

“Estamos sim buscando privatizar muita coisa, mas não é fácil. Tem empresas que obrigatoriamente passam pelo Congresso, vai ter reação”, disse. Uma das empresas que Bolsonaro disse que será privatizada são os Correios.

Apesar de querer acelerar as privatizações, o presidente afirmou que algumas estatais, consideradas estratégicas, não vão ser vendidas, e citou nominalmente os casos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, o “núcleo” da Petrobras e a Casa da Moeda. Da Agência Brasil

Bolsonaro tem reprovação de 43% e aprovação de 33%, diz Datafolha


Reprovação ao governo Bolsonaro subiu após divulgação de vídeo da reunião ministerial (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada na tarde desta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo mostrou um aumento no número de pessoas que reprovam o governo do presidente Jair Bolsonaro, considerando-o ruim ou péssimo. O percentual dos que aprovam (bom ou ótimo) se manteve o mesmo do último levantamento.

Segundo a pesquisa, o governo é considerado ótimo ou bom para 33% dos entrevistados. Outros 22% consideram a gestão regular e para 43% das pessoas ouvidas, o governo Bolsonaro é considerado ruim ou péssimo. 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.069 pessoas maiores de 18 anos entre a segunda (25) e a terça-feira (26). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Ainda segundo o jornal Folha de S. Paulo, o percentual de reprovação do governo (ruim ou péssimo) bateu o recorde dos levantamentos do Datafolha desde o início do governo Bolsonaro.

O levantamento foi feito após a divulgação dovídeo da reunião ministerial que integra a investigação sobre possível interferência do presidente na Polícia Federal.

Na pesquisa anterior, feita em 27 de abril e divulgada um dia depois, o número de ótimo ou bom foi o mesmo, 33%. Já o percentual de regular era de 26% e as avaliações ruim ou péssimo somavam 38%. Não souberam ou não responderam também contabilizaram à época 2%.

Lula admite que PT pode lançar Rui Costa como candidato à presidência em 2022


Foto: Reprodução/Facebook

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que o partido avalia lançar o nome do governador da Bahia, Rui Costa (PT), como candidato à presidência da República em 2022.

“A única coisa certa nesse momento é que não vou disputar as eleições em 2022 por causa da minha idade. Contudo, podemos lançar o Rui Costa ou apoiar outro nome como o governador do Maranhão, Flávio Dino, sem nenhuma dificuldade. Estamos aqui para conversar”, disse hoje (27), em entrevista à rádio Jovem Pan Aracaju.

Na ocasião, Lula contou que independentemente do nome escolhido, ele vai participar como cabo eleitoral do candidato apoiado pela sigla.

“Independente de quem seja escolhido, estarei no palanque como bom cabo eleitoral que sou e pela força do PT hoje o maior partido do Brasil”. Do Metro1

Relatora do caso Marielle Fraco no STJ vota contra federalizar investigação


Foto: Reprodução/Mario Vasconcellos/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou nesta quarta-feira (27) contra a federalização da investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. O pedido de federalização foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Marielle e Anderson foram assassinados em março de 2018, no Rio de Janeiro. Dois suspeitos foram presos em março de 2019, mas ainda não foi descoberto o mandante do crime.

O crime é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Uma eventual federalização permite que a apuração do assassinato saia da esfera estadual e vá para esfera federal, na qual Polícia Federal e Ministério Público Federal darão continuidade, segundo o G1.

Laurita Vaz é relatora do pedido no STJ. O caso começou a ser julgado nesta quarta pela Terceira Seção, que reúne os cinco ministros da Quinta Turma e os cinco ministros da Sexta Turma do STJ. Os demais ministros ainda devem apresentar os votos.

“A gravidade do crime é inquestionável”, afirmou a ministra. Mas Laurita Vaz disse que um episódio chama a atenção e “esmorece o pedido de federalização do caso”.

Segundo a ministra, um dia após os assassinatos, a PGR criou grupo de trabalho composto por cinco procuradores da República para acompanhar atos do procedimento no Rio. E que a então procuradora-geral, Raquel Dodge, já mencionou a possibilidade de federalização.

“É inegável que o caso insuflou não só o país, mas também a comunidade internacional, tanto pela brutalidade dos homicídios como pelo simbolismo da ação delituosa. Atentado contra a vida de parlamentar, eleita com votação expressiva, que se dedicava à defesa de grupos sociais menos favorecidos, com discursos de clara oposição ao crime organizado no Rio de Janeiro”, argumentou Laurita Vaz.

“O contexto sugere que o trabalho investigatório das autoridades locais não está sendo obstado pela atuação desses grupos, nem está limitado para quem quer que seja”, completou.

Segundo a ministra, a federalização deve recorrer de uma “inação ou inércia”, o que não ocorreu no caso. A relatora citou diversos inquéritos que apuram o crime e também ilícitos conexos.

“Basta uma breve leitura para se constatar que não há conivência ou imobilidade das autoridades locais na apuração de crimes praticados por milicianos“, completou.

Para a relatora, a federalização pode “frustrar os resultados perseguidos”. Do BN

Em sessão cerimônia virtual, Barroso toma posse como presidente do TSE


Foto: Reprodução/TSE/Youtube

O ministro Luís Roberto Barroso tomou posse hoje (25) no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão do Judiciário responsável pela organização das eleições. Barroso, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), cumprirá mandato até fevereiro de 2022.

A cerimônia de posse foi realizada por meio de videoconferência devido às medidas de distanciamento social que devem ser tomadas durante a pandemia da covid-19. Acompanharam virtualmente a cerimônia o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de outras autoridades.

No discurso de posse, Barroso disse vai priorizar durante seu mandato campanhas pelo voto consciente, para atrair jovens para a política e pelo empoderamento feminino.

Fake News 

Segundo o ministro, o combate às notícias falsas durante as eleições será feito pelo TSE, mas reconheceu as limitações da Justiça Eleitoral. Para Barroso, a diminuição da disseminação das fake news necessita da ajuda das empresas que são proprietárias das redes sociais.

“Vamos precisar de um resgate da boa-fé, da regra de ouro. Não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem consigo. Assim, não dá para repassar a notícia inverídica sobre o candidato rival e depois se indignar quando fazem o mesmo com o candidato da própria preferência. Também aqui precisamos de avanço civilizatório e evolução espiritual”, disse.

Adiamento das eleições

O ministro também disse que está conversando com o Congresso Nacional para discutir o eventual adiamento das eleições municipais de outubro devido à pandemia do novo coronavírus.

“As eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. Em caso de adiamento, ele deverá ser pelo prazo mínimo inevitável. Prorrogação de mandatos, mesmo que por prazo exíguo, deve ser evitada até o limite. O cancelamento das eleições municipais, para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022, não é uma hipótese sequer cogitada”, afirmou.

Críticas ao STF 

O presidente do TSE também defendeu o trabalho do Supremo e afirmou que na democracia “não há lugar para a intolerância, a desonestidade e a violência”.

“Como qualquer instituição em uma democracia, o Supremo está sujeito à crítica pública e deve estar aberto ao sentimento da sociedade. Cabe lembrar, porém, que o ataque destrutivo às instituições, a pretexto de salvá-las, depurá-las ou expurgá-las, já nos trouxe duas longas ditaduras na República. São feridas profundas na nossa história, que ninguém há de querer reabrir. Precisamos de denominadores comuns e patrióticos. Pontes, e não muros. Diálogo, em vez de confronto. Razão pública no lugar das paixões extremadas”, afirmou.

Currículo

Barroso nasceu em Vassouras (RJ) e é doutor em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de colaborador acadêmico na Harvard Kennedy School nos Estados Unidos.

Antes de chegar ao STF, em 2013, o ministro foi advogado especialista em causas constitucionais e procurador do Estado do Rio de Janeiro. Foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres Britto, aposentado em novembro de 2012 ao completar 70 anos.

A vice-presidência será exercida pelo ministro Edson Fachin. O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do STJ, e dois advogados com notório saber jurídico. Da Agência Brasil

Dias Toffoli é hospitalizado com sintomas de Covid-19 e se afasta do STF


Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi internado para drenagem de abscesso neste sábado (23) e apresentou sinais de infecção pelo novo coronavírus.

De acordo com nota do STF, o ministro ficará em monitoramento. Ele passa bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos.

Ainda segundo o comunicado, o ministro Luiz Fux assumirá a presidência da Corte por sete dias. O afastamento de Toffoli pode ser ampliado, caso os exames comprovem a infecção por Covid-19.

Na última quarta, o presidente do STF foi submetido a um teste, que deu engativo para a doença.

‘Talvez seja inevitável adiar as eleições’, diz Barroso


Foto: Nelson Jr/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (25), afirmou que é impossível cravar a data das próximas eleições municipais.

“Eu não desejaria ter que adiar. O prazo das eleições está previsto na Constituição e penso que elas são um ponto vital para a democracia. Porém, nós não podemos fechar os olhos à realidade. Existe uma pandemia no mundo, ela atingiu o Brasil e a curva, neste momento, ainda é uma curva ascendente. Se, até meados de junho, a situação continuar semelhante à que se encontra hoje, talvez seja inevitável a necessidade de se adiar as eleições. Mas a minha primeira vontade não é adiar. Se for inevitável, que seja pelo prazo mínimo. Eu já fiz uma intervenção informal com presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para afinarmos as nossas posições e termos um discurso unificado sobre a eventual necessidade de adiamento”, afirmou o ministro, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada neste domingo (24).

Barroso ainda revelou que a decisão da data das eleições dependerá do aval dos sanitaristas.

“Nós precisamos ter condições técnicas de realizar as eleições. Quem vai bater o martelo são os sanitaristas, que vão nos dizer se e quando é seguro realizar uma eleição dessa amplitude com mais de 140 milhões de eleitores sem trazer riscos à população. Nós vamos ouvir a ciência e a recomendação médica, procurando fazer o melhor possível dentro do contexto e com diagnóstico que eles nos fornecerão”, destacou.

Inicialmente, a data das eleições municipais está agendada para 4 de outubro. Do BN